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Olá caros leitores, A imagem abaixo mostra a matéria sobre os jornais gratuitos dentro do caderno especial de "Jornais" do Meio & Mensagem (especializado em propaganga e marketing), publicado na última segunda-feira (22/out/07). A matéria traz as três capas dos principais gratuitos da cidade que seguem o modelo europeu. E o GIRO SP teve destaque como imagem impactante, provando que o n...

Artigo no Caderno Propaganda & Marketing

Postado por: André Pascowitch em 07/08/2007 na categoria Jornal Gratuito, Veículos de Comunicação - Comentários: 1 Comentário »

Caros,

Ontem foi publicado um artigo meu no Caderno Propaganda & Marketing (jornal semanal do setor) sobre o mercado de “Jornais Gratuitos”.

O artigo minimizado.

Segue o texto abaixo, uma vez que não há versão online.

abs, André Pascowitch

Veio para ficar

O modelo de negócio “jornais gratuitos” foi criado pelos países nórdicos em meados dos anos 90, no século passado. Este modelo, que alia a estratégia comercial (até 45% do conteúdo sendo publicitário – máximo aproveitamento) à informação (55% do conteúdo) obteve elevados índices de crescimento e expansão, espalhando-se rapidamente por toda a Europa, América e Ásia em apenas alguns anos. Títulos como o jornal Metro (aqui no Brasil conhecido como Publi Metro), pertencente ao grupo sueco Metro International S.A., e o jornal 20 Minutos, do grupo 20 Min Holding, que pertence ao grupo norueguês de mídia Schibsted, aperfeiçoaram o conceito de Penny Press (baixo valor de venda), que revolucionou a indústria de jornais nos EUA no século XIX, para oferecer um produto inteiramente gratuito e de qualidade informativa.

A Penny Press foi uma conseqüência da Revolução Industrial, em que os avanços da técnica permitiram a substituição das antigas prensas manuais por prensas mecânicas a vapor capazes de imprimir quantidades maiores de exemplares em um espaço menor de tempo, além do caráter mais democrático (acesso de todos à informação). O jornal The New York Sun, que circulou pela primeira vez no dia 3 de setembro de 1833, representa o grande marco de mudança para uma nascente indústria cultural de massa. O The New York Sun, criado por Benjamin Day aos 22 anos, foi lançado ao preço de 1 penny (um centavo de dólar). De centenas de exemplares iniciais saltou para 5 mil exemplares diários em 1834 e para 15 mil diários em 1836. 50 anos depois do início da Penny Press, outro jornal norte-americano, o The World, chegou a tirar a incrível marca de 600 mil exemplares em um dia.

Já o fenômeno dos gratuitos é conseqüência da Revolução digital dos últimos anos. A democratização da informação ocasionada pela busca ilimitada na Internet fez difundir o conceito de proporcionar informação gratuita em mãos e na hora certa, com uma distribuição pró-ativa. O próprio sueco Metro é o exemplo de uma realidade bem-vindoura. Do lançamento em 1995, em Estocolmo, o grupo hoje tem mais de 70 edições presentes em mais de 20 países e com um alcance de 20 milhões de leitores por dia.

Em recente relatório divulgado, a WAN – World Association of Newspapers (Associação Mundial de Jornais) revelou ser hoje o auge dos jornais gratuitos. Ao somar os dados de circulação dos gratuitos com os jornais pagos, a circulação global aumentou 4,61% no último ano, e 14,76% nos últimos cinco anos. Títulos de jornais gratuitos representam cerca de 8% da circulação global, sendo que na Europa chega a 31,94%. Em termos de investimentos publicitários, a receita global subiu 3,77% durante 2006 com a soma de resultados de jornais gratuitos e pagos, e 15,77% nos últimos cinco anos. Ainda segundo o relatório da WAN, a receita mundial publicitária provinda da imprensa escrita se manteve estável em 29,6%, apenas alguns decimais abaixo em comparação a 2005, consolidando o meio com o segundo preferido pelos anunciantes. Ao combinar as cifras de jornais e revistas, se encontraria como o maior meio para investimentos publicitários com um total de 42%, acima dos 38% da televisão em todo o planeta. É a prova de que a crise vivida pelos jornais no início do século (lê-se queda de circulação) já cessou por conta da chegada dos gratuitos.

Entretanto, o mercado publicitário se pergunta: os jornais gratuitos roubam leitores dos jornais pagos? Essa é uma eterna discussão. Cada braço da disputa argumenta favoravelmente em prol aos seus interesses sem uma profunda pesquisa mundial. Empiricamente podemos projetar dados de pesquisas esporádicas em alguns países que possam responder esta questão. Também recentemente, uma pesquisa espanhola retrata o cenário do país, trazendo resultados extraordinários. Elaborada pela agência Orange Media e a consultora Ipsos com uma amostragem de mais de mil entrevistas pessoais realizadas em seis cidades espanholas (Madrid, Barcelona, Valência, Sevilha, Bilbao e Zaragoza), a pesquisa revela a coexistência pacífica entre os jornais gratuitos e pagos. Lá, 63% dos entrevistados afirma ler a mesma quantidade de jornais pagos mesmo com a entrada dos gratuitos no mercado. Outro dado de destaque é que aqueles leitores que têm como jornal favorito o gratuito espanhol Que! são os que apresentam um maior número de exemplares lidos de jornais pagos na semana. Portanto, se deduz que estes leitores procuram um complemento de informação.

No Brasil, e mais precisamente em São Paulo, a disputa está começando. Embora o jornal Metrô News, que há 32 anos circula na cidade de São Paulo, seja o precursor dessa gratuidade, o modelo claramente caiu na boca do povo (dos mídias, responsáveis pelo marketing nas empresas, jornalistas etc) somente agora. Nas saídas de estações de metrô em toda a cidade, já se encontram até quatro títulos diferentes de gratuitos. É uma nova mania que veio para ficar!

1 Resposta

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  1. Luiz Luz disse:

    Bom dia André. Concordo com o texto acima, qdo se diz que “quem compra jornal, continua comprando” mesmo tendo o jornais gratuitos. No meu caso eu só compro jornal no final de semana.
    Agora trabalhando na av. Paulista, estou tendo a ossibilidade de ler um “jornal” inteiro e as vezes até três, pois são resumidos e de rápida leitura.
    O Giro esta contaminando o pessoal aqui do trabalho pelo seus brindes, o que acaba fazendo com que muitos leiam o jornal, o que não faziam antes.
    Parabéns e sucesso.
    Só para frisar, o ponto de distribuição junto a estação metro Trianon esta muito boa.

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